• Rua dos Carijós, 141 - Centro - Belo Horizonte/MG
  • (31) 3224-0752
  • juridicosintectmg@gmail.com

Notícias

Enquanto os trabalhadores estão morrendo na pandemia, ECT quer excluir 70 cláusulas do ACT e apresenta proposta de (0%) zero por cento de reajuste

Em uma demonstração de total desrespeito aos trabalhadores, na segunda reunião de negociação do acordo coletivo, que aconteceu na última terça-feira, dia 14 de julho, os Correios apresentou a proposta de retirada de 70 cláusulas do atual acordo coletivo. Em plena pandemia, a ECT provoca os trabalhadores em uma negociação fictícia, onde não há interesse real em negociar. A reunião, que começou com diversos problemas técnicos por parte dos representantes da Empresa, iniciou com 30 de minutos de atraso, e vários representantes dos trabalhadores tiveram problemas para acessar o link fornecido pela ECT para participação da reunião.  
No primeiro momento do debate sobre a proposta de reajuste e manutenção do acordo coletivo, a Empresa apresentou os números dos custos que a pauta de reivindicações entregue pela FENTECT custaria para a ECT, e na sequencia apresentou sua proposta de exclusão total de 27 cláusulas e retirada de outras 43 normas garantidas pelo ACT, com a justificativa que elas já estariam respaldas pela legislação vigente e normas internas da ECT. O que é claramente uma tentativa de golpe, as normas internas da Empresa não asseguram benefícios trabalhistas, pois, não são acordadas entre Empresa e trabalhador e sim em debates internos. Além disso, a proposta exclui os 30% dos trabalhadores, fim do auxílio creche, fim dos 70% sobre as férias, entre vários outros benefícios conquistados historicamente para acabar com a vida dos trabalhadores ecetistas .
Os representantes da FENTECT, durante a reunião, repudiaram veementemente a tentativa de golpe a “olhos nus” que a ECT apresentou. O acordo coletivo se sobrepõe a atual legislação trabalhista, que acabou sendo ainda mais desidratada com a reforma trabalhista, e agora a empresa que reduzi-la a somente 9 cláusulas. Em meio à pandemia, trabalhadores que estão na linha de tiro, morrendo, correndo os riscos de se contaminarem ou levarem o vírus para suas famílias, agora se veem diante de um brutal ataque que a direção da ECT tenta deferir contra a categoria. 
A ECT com essa proposta nos chama para a luta! É hora de construir a greve nacional, já com indicativo para o dia 17 de agosto, a partir das 22h! É o momento de organizar nossa mobilização nacional e dar a resposta para a Empresa sobre esse total descaso com a categoria! É uma verdadeira afronta aos trabalhadores e será encarada com mobilização nacional! 

Empresa nega informação sobre trabalhadores contaminados por coronavírus

Em uma demonstração do tremendo descaso com os trabalhadores e com a sociedade, os representantes dos Correios informaram que não estavam autorizados a fornecer os números de trabalhadores infectados por coronavírus, exigido pelos representantes dos trabalhadores. Os correios tem tratado o assunto da pandemia de forma irresponsável. A campanha salarial deste ano, que tem como mote a vida acima do lucro, mal começou e já é evidente o trabalho de desinformação promovido pela ECT, em esconder os dados sobre os doentes por coronavírus em total desacordo com as prerrogativas das empresas públicas.
Em diversos Estados o número de casos confirmados e morte de trabalhadores vêm aumentando e a ECT, além de não abrir o debate para encontrar uma solução real para proteger os trabalhadores, neste momento concentra seus esforços em atacar os benefícios da categoria nesta campanha salarial.