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SINTECT-MG repudia plano de volta às aulas sem segurança sanitária

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou, no último dia 23 de setembro, sua intenção de promover o retorno às aulas presenciais em meio à pandemia do novo Coronavírus. A previsão é de que o retorno seja em outubro, com prioridade para o Ensino Médio e a Educação infantil, mantendo a manutenção do trabalho remoto somente para os profissionais que sejam do grupo de risco. 

A retomada das aulas presenciais no ano de 2020, sem que haja vacina e sem controle da pandemia, colocará em risco a vida e a saúde de profissionais da educação, de estudantes e suas famílias.   Especialistas em Educação de todo o País defendem a necessidade de um planejamento democrático e criterioso para os planos de retorno às aulas, que leve em consideração as recomendações da comunidade científica.

Infelizmente, as determinações sobre o retorno às aulas presenciais no Brasil têm seguido a mesma política que orientou o tratamento dado pelos governantes à pandemia: ausência de informações e de debate com a população e negligência em relação às orientações da comunidade científica. Conforme destacou a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG), Denise Romano, “não houve, nesses sete meses, nenhuma medida do governo do Estado no sentido de promover melhorias da infraestrutura das escolas. As escolas continuam as mesmas, com os mesmos problemas, mesmos prédios, mesmas deficiências, com a mesma falta de investimento de antes da pandemia”.

Com uma média de mortes ainda elevada, as condições para o retorno às aulas não estão minimamente dadas no Brasil. Além disso, um governante que defende políticas de destruição dos serviços públicos, como Romeu Zema, não conseguirá convencer a população de que está preocupado com a suposta crise geracional que a suspensão das aulas poderá provocar.  

Nós, do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sintect-MG), repudiamos a atitude negligente do governador do estado e apresentamos nossa solidariedade à luta dos educadores contra essa medida que afetará toda a sociedade. Vamos debater com a população e exigir que os governos respeitem as recomendações científicas. Não podemos permitir que as pressões de grupos econômicos, que exigem que os riscos da pandemia sejam ignorados em favor de seus lucros, sejam o fator determinante. O lucro não pode ser colocado acima da vida. 

Todo apoio aos trabalhadores da Educação na luta contra o retorno às aulas sem segurança sanitária e contra todos os ataques que estão sendo desferidos aos seus direitos e à educação pública durante a pandemia.