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CDD LAGOA SANTA - PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO, SOBRECARGA, RISCOS À SAÚDE E FALTA DE ESPAÇO FÍSICO!

CDD LAGOA SANTA - PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO, SOBRECARGA, RISCOS À SAÚDE E FALTA DE ESPAÇO FÍSICO!

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) Lagoa Santa passam por um processo de sucateamento, de piora das condições de trabalho e de opressão que está ligado a política de privatização. A privatização é uma exigência do sistema capitalista que visa aumentar a exploração dos trabalhadores e consequentemente os lucros para os donos dos meios de produção. Neste sentido o Governo Bolsonaro segue à risca essa determinação de privatizar as Estatais e usa a direção da ECT para colocar em prática esta ordem, explorando exaustivamente os trabalhadores. A política de sucateamento é uma rotina em todos os setores dos Correios, principalmente na área operacional.
Os trabalhadores do CDD Lagoa Santa denunciaram ao Sindicato a situação insustentável a qual estão sendo submetidos pela gestão do setor. O CDD também funciona como Centro de Entrega de Encomendas (CEE), em virtude de “readequação organizacional” da ECT. Essa mudança, que vem sempre contra a vontade dos trabalhadores, visa unicamente aumentar a exploração nos setores de trabalho, piorar a condição do espaço físico, que já era pequeno, e que não comporta as atividades de um CDD e um CEE. A questão do espaço fica ainda pior neste período de pandemia onde os trabalhadores têm que disputar espaço para realizar suas atividades diárias, sem distanciamento mínimo e, muitas vezes, encostando uns aos outros.
Como o espaço é pequeno e os veículos da unidade são estacionados dentro do setor, muitas vezes não há sequer espaço para a triagem dos objetos postais, como cartas e encomendas, já que estes veículos ficam a menos de 2 metros dos postos de trabalho, como escaninhos e mesas coletoras. 
A situação se agrava quando os portões da unidade ficam abertos para a carga e descarga de objetos e encomendas, já que os veículos maiores, como as minivans, não chegam a entrar totalmente no local, devido à altura do portão, ficando muitas vezes, metade para dentro do setor e metade na rua. Com isso, as portas ficam abertas durante o carregamento e descarregamento desses objetos, facilitando o acesso de terceiros ao setor, podendo ocasionar furtos e roubos.
Mesmo sendo indagado diversas vezes pelos trabalhadores do setor, a gestão da unidade não tomou nenhuma medida corretiva ou preventiva para esta situação, ficando, os empregados, à mercê da própria sorte, uma vez que as condições de trabalho estão cada dia pior, agravada ainda pela situação de pandemia ao qual os trabalhadores são obrigados a ficarem aglomerados nos setores de trabalho, aumentando a cada dia o risco iminente de contaminação.
Além desta falta de espaço, o risco a saúde dos empregados que têm que conviver com os gases emitidos pela queima do combustível dos veículos, podendo desencadear doenças respiratórias, há uma denúncia ainda de que um trabalhador terceirizado trabalhou por vários dias na unidade contaminado com o coronavírus, expondo os demais colegas do setor ao risco de contaminação, inclusive com a ciência e anuência tácita da gestão, que tinha conhecimento do fato e nada fez para evitar o contato dele com os demais funcionários do CDD Lagoa Santa, um completo descaso com a vida dos ecetistas, seus familiares e com os clientes.
Depois de muito reclamar com a gestão, o trabalhador terceirizado foi afastado para tratamento, porém, o MOT que estava fazendo as entregas com ele, está no setor de trabalho, não foi afastado e nem realizou os testes de COVID, tudo isso com a anuência da gestão da unidade, que descumpre descaradamente a decisão judicial em vigor, garantida pelos SINTECT-MG, sob o número ACP-Civ 0010217-68.2020.5.03.0107. A referida sentença obriga a ECT a afastar todos os trabalhadores do setor onde houver caso de contaminação confirmado, testagem em massa de todos os trabalhadores do setor, próprio e terceirizados sob custas da ECT, e higienização imediata da unidade por empresa especializada, sendo autorizado o retorno dos trabalhadores após esta higienização. Os trabalhadores de Lagoa Santa estão sobrecarregados, o clima organizacional é horrível e as condições de trabalho e de diálogo com a gestão só pioram a cada dia.
É fundamental chegar ao conhecimento do Sindicato todo tipo de denúncia. O SINTECT-MG já encaminhou ao Ministério Público do Trabalho – MPT uma série de irregularidades, recorrentes dentro do âmbito da Empresa, e, vamos acompanhar todas as demandas das unidades, inclusive os desdobramentos destas denúncias, mantendo informados os ecetistas da nossa base de atuação. Por outro lado, é importante a Categoria entender que só a mobilização, conscientização e seguir as orientações do sindicato poderá dar um basta nesta situação.
 
CHEGA DE DESMANDOS NAS UNIDADES DE CORREIOS!
NÃO À PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS!
A VIDA VALE MAIS QUE O LUCRO!