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Notícias

Programa da LPS para os Correios

Confira agora a matéria do site da Luta Pelo Socialismo - LPS com o plano de trabalho para os Correios:

Construir, pela base, a luta com os trabalhadores contra a política de “ajustes”


A LPS (Luta Popular e Sindical) chama os trabalhadores de todo o País para lutarem. A caracterização do momento conjuntural político aponta para a necessidade imediata da construção de um programa de luta baseado em uma política de enfrentamento mais vigoroso contra os ataques aos trabalhadores dos Correios, das demais categorias do País, dos movimentos sociais, movimentos culturais e da população em geral.

O que está colocado para os trabalhadores dos Correios, no próximo período, é uma exploração muito maior da mão de obra, a retirada de direitos históricos, a exemplo do plano de saúde, a ampliação das terceirizações e o principal ataque que é a privatização da Empresa. Uma privatização de forma lenta e gradual com sucateamento do maior patrimônio do povo brasileiro. O plano de dividir os Correios em UN’s (Unidades de Negócios) serve para privatizar a ECT por partes. Tudo isso para entregar a nossa Empresa para os capitalistas internacionais.

São por estes motivos que chamamos os trabalhadores a reagirem contra os ataques do governo e contra as manobras da burocracia sindical, que na prática, apoiam a política de “ajustes” e de golpe do governo. Uma vez que enganam e contêm os trabalhadores, como aconteceu na campanha salarial, quando impediram que a categoria se levantasse em defesa de seus direitos e contra o governo.


Eleições sindicais a serviço da luta

As eleições sindicais devem ter como objetivo fundamental organizar a luta pelos interesses dos trabalhadores, o que passa, em primeiro lugar, pela ampla divulgação do programa de luta.

A Empresa depende do governo golpista encabeçado por Michel Temer. Este é um governo frágil, que somente se sustentará se conseguir continuar atacando os trabalhadores. Para atingir este objetivo, se vale da burocracia sindical como principal instrumento para conter e confundir trabalhadores categoria. As traições têm sido inúmeras e ficaram evidentes também no Acordo Coletivo da Campanha Salarial, onde apresentaram uma proposta, que nem sequer cobria a inflação do período, como “uma grande vitória”.

O burocratismo generalizado tem como base os longos anos de políticas “neoliberais” e a integração da maior parte dos sindicalistas ao aparato do Estado. Com o governo Lula, o número de sindicalistas que passou a ocupar cargos de função foi imenso.

Nos Sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro, este último em eleições, a Findect representa uma extensão direta da Empresa. Essa federação fictícia, que nem sequer conta com registro oficial, pois não possui o número mínimo de sindicatos exigidos pela legislação, é diretamente ligada ao governo golpista encabeçado por Michel Temer. O presidente da Findect, é da seção sindical do PMDB. O mesmo partido que hoje serve de correia de transmissão para os ataques mais brutais aos direitos dos trabalhadores, por meio dos “ajustes” que são ditados diretamente pelos capitalistas internacionais.

Os trabalhadores precisam se organizar de maneira independente da burocracia sindical. Essa tarefa somente pode ser realizada a partir do fortalecimento de uma imprensa operária, pela base.

A construção de um trabalho de base não passa somente pela consolidação de uma oposição. Mas sim de um trabalho efetivo de agitação e propaganda para os trabalhadores e com os trabalhadores.

Devemos ter um programa de luta verdadeiro, que possa ser aplicado na realidade, mesmo após as eleições sindicais. trabalhadores categoria deve repudiar as manobras dos burocratas sindicais e deve se organizar em torno de uma política séria, apresentada nesse programa de defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores dos Correios e de todo o País.

A LPS apoiará a política que defender este programa, o continuará defendendo após as eleições, independentemente do resultado, e se reserva o direito de criticar amplamente o abandono ou o ataque ao mesmo.


Contra a privatização dos Correios

A privatização dos Correios tem como eixo entregar uma das mais lucrativas empresas nacionais, a troco de nada, aos capitalistas, principalmente aos grandes capitalistas estrangeiros.

A privatização já se encontra em marcha por meio das terceirizações, que avançam a todo vapor.

A LPS (Luta Popular e Sindical) levanta a bandeira do fim das privatizações e da reestatização das empresas privatizadas.

As empresas públicas devem ser colocadas sob o controle dos trabalhadores, a partir de representantes eleitos nas assembleias de base.


Contra o sucateamento dos Correios


O sucateamento dos Correios busca depredar a Empresa com o objetivo de facilitar sua entrega para o grande capital. Trata-se exatamente da mesma política aplicada em todas as privatizações que aconteceram durante os governos de FHC e que foram mantidas, embora que de maneira mais “suavizada’, pelos governos do PT com nomes de PPP’s (Parcerias Público Privado) ou “concessões”.

Em primeiro lugar, devemos exigir a contratação imediata de, pelo menos, 100 mil trabalhadores concursados, assim como o fim dos PDVs e PDIs, pois, de acordo com a União Postal Universal, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos deveria ter 320 mil trabalhadores.


Contra o sucateamento e entrega das agências


As agências franqueadas representam pouco mais de 22% do total da Empresa, mas levam quase a metade dos lucros.

As metas absurdas e truculentas têm como objetivo aplicar a política da ECT de entregar para as franquias as agências que não atingirem 80% dos valores estipulados.

Todas as agências devem ser reestatizadas e colocadas sob o controle dos trabalhadores, .


Por condições dignas de trabalho

O sucateamento do plano de saúde e das condições de segurança, bem como o excesso de trabalho e a falta de investimentos em infraestrutura, têm como objetivo facilitar a entrega dos Correios aos grandes capitalistas.

A política de alocação e repasse de recursos dos Correios deve ser auditada, sob o controle de comissões eleitas pelos trabalhadores, nas bases, e abrindo publicamente todas as contas e informações envolvidas.


Pela abertura dos livros contábeis

A Empresa deve abrir os livros contábeis para serem analisados, de maneira irrestrita, pelos trabalhadores. Precisamos ter acesso às informações para sabermos se a Empresa realmente sofre as perdas que a Direção propagandeia. No último balanço oficial, publicado em 2014, a ECT declarou um faturamento um pouco superior aos R$ 16 bilhões. Cálculos realizados em cima das entregas médias dos carteiros mostram que o faturamento da ECT deve ser de, pelo menos, R$ 50 bilhões. Isso deve ser esclarecido aos trabalhadores e à população.


A luta pelos Correios é a luta contra o “ajuste fiscal” e o golpismo

O grande capital em crise, que não consegue mais extrair lucros da produção, como, por exemplo, abrindo uma fábrica, busca desesperadamente manter os sintect contra privatizaeslucros aumentando os ataques contra os trabalhadores e assaltando os cofres públicos.

O imperialismo norte-americano impõe quatro eixos para aumentar a espoliação do Brasil: 1) as privatizações, a troco de nada, de 250 empresas públicas; 2) a reforma trabalhista, com a liquidação da CLT; 3) a liquidação da Previdência Social; 4) o sucateamento total dos serviços públicos sociais para direcionar os recursos para um punhado de especuladores financeiros.

Os trabalhadores, cada vez mais, se encontrarão numa encruzilhada: ou lutam ou morrem de fome. Devido ao grau de paralisia atual, em grande medida provocado pela traição da burocracia, o ponto de partida para impulsionar a luta passa pela ampla divulgação de denúncias que demostrem claramente o sucateamento e os ataques da Empresa. O fortalecimento das CIPAs e dos comitês contra a privatização, dentre outros, são fundamentais no processo de conscientização e de mobilização.

O movimento dos Correios deve ser impulsionado para conter os ataques contra os trabalhadores. Mas essa luta somente poderá ser vitoriosa com a unificação, na luta, com as demais grandes categorias nacionais que também estão colocadas no olho das privatizações, como os petroleiros e os bancários, principalmente.

Por um Correios a serviço da população!

Contra a privatização dos Correios e de todas as empresas públicas!

Por nenhum direito a menos!

Contra o sucateamento e pela contratação de, pelo menos, mais 100 mil concursados!

Fora a burocracia sindical dos nossos sindicatos!

Que a crise seja paga pelos capitalistas!



FONTE: http://lutapelosocialismo.org.br/640/programa-da-lps-para-os-correios